Estudos culturais: fim de linha ou aposta na relevância?

Arte-e-movimentos-culturais

ACESSE O ARTIGO EM PDF

Estudos culturais: fim da linha ou aposta na relevância?
Resumo: Este trabalho apresenta um breve exame da história da formação da disciplina de estudos culturais interrogando-se a respeito de sua relevância para o século XXI. Em seu momento inicial, na Grã-Bretanha dos anos 1950, no qual se destacou o trabalho de Raymond Williams, o modo de abordagem dos fenômenos culturais levava em conta a necessidade de se pensar a cultura e a sociedade como manifestações de um modo de vida. A crítica cultural era, assim uma forma de conhecimento e interpretação de uma realidade sócio-histórica. Essa perspectiva entrou em declínio nos anos 1990, quando expoentes dos estudos culturais passaram a acompanhar o ritmo pós-moderno afirmando a impossibilidade de qualquer interpretação ou tomada de posição em um mundo no qual predominaria o contingente e indeterminado. As obras de Michael Denning e Frederic Jameson aparecem como uma alternativa a essa guinada pós-moderna. Enquanto o primeiro incita a penar uma teoria da cultura como trabalho e produção, o segundo insiste na ideia de que as formas dos produtos da cultura de massa são um lugar privilegiado para observar o modo de produção capitalista, ao mesmo tempo que enfatiza a necessidade da Utopia e de seu potencial revolucionário.
Palavras- chave: 1. Estudos Culturais. 2. Pós-modernismo. 3. Capitalismo.

Cultural studies: end of line or betting on relevance?
Abstract: This article presents a brief assessment of the history of the formation of cultural studies as a discipline, questioning its relevance for the 21st century. In its beginning, in the Great Britain of 1950’s, when Raymond Willians’ work stood out, the method of study of the cultural phenomena took into account the necessity of thinking culture and society as manifestations of a way of life. The cultural critique was, therefore, a way of knowledge and interpretation of a socio-historical reality. This perspective declined in the 1990s, when the exponents of the cultural studies started to follow a post-modern rhythm sustaining the impossibility of any interpretation or assuming any position in a world where contingency and indetermination prevailed. The work of Michael Denning and Frederic Jameson became an alternative to this post-modern turn. While the former incites the thinking of a theory of culture as labor and production, the later insists on the idea that the forms of mass culture are a privileged place to observe the capitalist mode of production, at the same time that he emphasizes the need of Utopia and its revolutionary potential.
Keywords: 1. Cultural Studies. 2. Post-modernism. 3. Capitalism.

Participe da discussão sobre o artigo/edição acima.