A revolução a favor de ‘O Capital’: sobre desenvolvimento desigual em Marx

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A revolução a favor de “O Capital”: o desenvolvimento desigual em Marx

Resumo: Este artigo toma a famosa leitura que Antonio Gramsci fez de O capital, quando da eclosão da Revolução Russa, como ponto de partida para discutir desenvolvimento desigual em Marx. Oferecemos uma interpretação sobre indicações metodológicas importantes contidas em O capital para defender que as tendências descobertas por Marx na obra não devem ser lidas à moda determinista. A interpretação aqui defendida se apoia em uma releitura da formação da concepção marxiana para o desenvolvimento histórico, que tenta captar os traços fundamentais de sua evolução desde os Manuscritos de 1844 até A ideologia alemã e Miséria da filosofia, para argumentar que tal questão foi sempre considerada pelo referido autor como um processo que se desenrola de modo necessariamente desigual.
Palavras-chave: 1. Karl Marx; 2. Desenvolvimento desigual; 3. Teoria da história

The Revolution for “The Capital”: Uneven Development in Marx

Abstract: This article takes the famous reading that Antonio Gramsci made of Capital, at the outbreak of the Russian Revolution, as a starting point to discuss uneven development from Marx. We offer an interpretation on important methodological indications contained in Capital to argue that the tendencies discovered by Marx in the work should not be read in the deterministic fashion as unambiguous prescriptions of certain historical results. The interpretation defended here is based on a re-reading of the formation of the Marxian
conception for historical development, which attempts to capture the fundamental traces of its evolution from the Manuscripts of 1844 to The German Ideology and Misery of Philosophy, to argue that this question was always considered by the said author as a process that takes place in a necessarily unequal way.
Keywords: 1. Karl Marx; 2. Uneven Development; 3. Theory of History

“Gestão” da dívida pública e bloco no poder: uma análise comparativa entre os meses de governo FHC, Lula e Dilma

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“Gestão” da Dívida Pública e Bloco no Poder: uma análise comparativa entre os governos FHC, Lula e Dilma

Resumo: Neste artigo procuramos demonstrar que a política econômica brasileira adotada durante o período de 1995 a 2014, particularmente no que diz respeito à gestão da dívida pública, não sofreu significativas alterações e esteve em sintonia com a preservação da posição hegemônica do setor financeiro no bloco no poder. Utilizou-se a metodologia da Análise Discriminante, de forma a organizar os dados mensais em classes de acordo com as semelhanças apresentadas por eles. As informações agrupadas pelo critério de vizinhança mostraram uma tendência acentuada para a homogeneização das decisões ligadas à gestão da dívida pública nos governos FHC, Lula e Dilma. Com isso, concluímos que este aspecto da política econômica reforça a tese da predominância da fração de classe financeira no bloco do poder atualmente constituído no Brasil.

Palavras chave: 1. Bloco no poder; 2. Dívida pública; 3. Burguesia financeira

Power bloc and public debt “management”: a comparative analysis of FHC, Lula and Dilma governments

Abstract: In this article we try to demonstrate that the Brazilian economic policy adopted from 1995 up to 2014, especially regarding the management of the public debt, underwent no significant changes, being in line with preserving the hegemonic position of the financial sector on the Power Bloc. We used the Discriminant Analysis methodology, in order to arrange the monthly data into classes according to their similarities. The information grouped by neighborhood criterion showed a marked tendency to homogenization of the decisions linked to the management of the public debt during the presidential terms of FHC, Lula and Dilma. Thus, we conclude that this aspect of the economic policy reinforces the thesis of the predominance of the financial bourgeoisie class fraction in the current Brazilian Power Bloc.

Keywords: 1. Power bloc; 2. Public debt; 3. Financial bourgeoisie.

A Grande Recessão e a teoria da crise de Marx

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Resumo: Para auxiliar a compreensão das causas da grande recessão, este artigo concentra-se nas suas causas subjacentes e emprega a teoria das crises econômicas capitalistas de Karl Marx. Mostra-se que as taxas de retorno dos investimentos em ativos fixos das corporações estadunidenses caíram durante o meio século que precedeu a recessão, e que esta queda responde por todo o declínio em sua taxa de acumulação de capital (investimento produtivo). A desaceleração do investimento conduziu a um declínio na taxa de crescimento, que foi uma causa fundamental principal da elevação do endividamento, em conjunto com as políticas fiscais e monetárias de estímulo que adiaram, mas exacerbaram os efeitos dos problemas econômicos fundamentais. O artigo também refuta a alegação de que a taxa de lucro não poderia realmente ter caído em face da maciça redistribuição de renda dos salários para os lucros que teria ocorrido, além de argumentar que é improvável que as grandes crises do capitalismo possam ser eliminadas.

Palavras-chave: 1. Crise econômica; 2. Teoria Marxista; 3. Karl Marx

The Great Recession and Marx’s Crisis Theory

Abstract: To help understand why the Great Recession occurred, this article focuses on its underlying causes and employs Karl Marx’s theory of capitalist economic crisis. It shows that U.S. corporations’ rate of return on fixed asset investment fell throughout the half-century preceding the recession, and that this fall accounts for the entire decline in their rate of capital accumulation (productive investment). The investment slowdown led to a decline in the rate of economic growth, which was a main cause of rising debt burdens, as were stimulative fiscal and monetary policies that delayed but exacerbated the effects of the underlying economic problems. The article also refutes the claim that the rate of profit could not really have fallen because massive redistribution of income from wages to profits took place, and it argues that it is unlikely that major crises of capitalism can be eliminated.

Keywords: 1. Economic crisis; 2. Marxist theory; 3.Karl Marx

Economia Política: os descaminhos da crítica

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Economia Política: os descaminhos da crítica
Resumo: O artigo toma como bem difícil a correta compreensão da dialética de O capital e, assim, da crítica da Economia Política. Com a intenção de mostrar quão arisca e árdua é essa dificuldade, apoia-se principalmente na tradição brasileira de leitura das obras de Marx que versam especificamente sobre o modo de produção capitalista. E, para melhor expô-la, examina alguns pontos usualmente tomados como dificuldades importantes nos debates. Para fazê-lo, questiona certas teses de autores marxistas renomados que versam – sustenta-se que se equivocam – sobre o método desse autor.
Palavras chaves: 1. Método dialético. 2. Capitalismo. 3. Karl Marx.

Political Economy: when the critique goes astray
Abstract: This article considers the correct understanding of the dialectics found in The Capital and, thus, of the critique of Political Economy, as a very difficult endeavor. In order to show how elusive and hard is this effort, the paper mainly draws from the Brazilian tradition of reading the works of Marx that specifically deal with the capitalist mode of production. With this intention, it examines some methodological points usually taken as crucial difficulties in the debates. In order to do this, it questions certain theses of renowned Marxist authors that deal with this author’s method and argues that they are wrong.
Keywords: 1. Dialectic method. 2. Capitalism. 3. Karl Marx.

Desenvolvimento sem “ismos”: uma crítica ao novo-desenvolvimentismo a partir dos Grundrisse de Marx

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Desenvolvimento sem “ismos”: uma crítica ao novo-desenvolvimentismo a partir dos Grundrisse de Marx
Resumo: O artigo tem por finalidade inspecionar criticamente o movimento (teórico/político) que vem se definindo como “novo-desenvolvimentista”. Surgido no rescaldo do fracasso do neoliberalismo na América Latina, o novo-desenvolvimentismo pretende constituir uma “alternativa aos males do capitalismo” por meio de uma atividade estatal capaz de se conjugar harmonicamente com mercados “fortes” – isso é, definidores do norte da vida social. Apesar do apoio encontrado por essa visão mesmo em setores da sociedade tradicionalmente associados à esquerda, pretendemos aqui chamar atenção para a necessidade da crítica radical, nos valendo para isso das indicações deixadas por Marx em seus esboços da crítica à Economia Política. Palavras-chave: 1. Desenvolvimentismo. 2. Novo desenvolvimentismo. 3. Crítica da Economia Política.

Development without “isms”: a critique to the neo-developmentalism, based on Marx’s Grundrisse
Abstract: This article aims to critically inspect the (theoretical/political) movement self-called as “neo developmentalism”. Appearing in the aftermath of neoliberalism’s failure in Latin America, neo-developmentalism argues for an ‘alternative to capitalism evils’ by means of a state activity capable of harmonically connecting with ‘strong’ markets – i.e., markets that define the sense of social life. Although this perspective had found support among sectors of society traditionally associated with the left, our goal is to point to the need of a radical critique, and for that we used the indications left by Marx in his Grundrisse.
Keywords: 1. Developmentalism. 2. Neo Developmentalism. 3. Critique of Political Economy.

A financeirização do capital e a crise

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Resumo: A  crise  resultante  do  recente  estouro  da  bolha  imobiliária  não  representa apenas  outro  episódio  de  brusca  contração  creditícia  do  tipo  tão  recorrente na  história  do  capitalismo,  mas  aponta  para  a  crise  da  financeirização,  processo de progressivo deslocamento da centralidade da produção em direção às  finanças,  que  tem  caracterizado  a  economia  ao  longo  das  últimas  quatro décadas. Diante da tendência à estagnação própria às economias capitalistas modernas e a escassez de oportunidades novas e rentáveis para aplicação, na economia real, dos grandes volumes de excedente econômico gerado, a financeirização, juntamente com a expansão dos gastos militares, tem se colocado como a principal força propulsora do crescimento econômico desde os anos 1970, através de seus efeitos diretos sobre o emprego e indiretos pelo estímulo à demanda criado pela apreciação dos ativos.

Palavras-chave: 1. Crise econômica; 2. Financeirização; 3. Capitalismo

 

The financialization of capital and the crisis

Abstract: The resulting crisis of the recent crash of the housing bubble does not represent just another of the so recurrent massive credit crunches in the history of capitalism, but point to a crisis of financialization, the process of progressive  displacement  of  the  centrality  of  production  towards  finance  that  has characterized the economy the last four decades. In face of the tendency to stagnation of the modern capitalist economies and the lack of new and profitable investment opportunities in the real economy for the large amounts of economic surplus generated, financialization, besides the expansion of military expending, has become the main driving force of economic growth sincethe 1970’s, through its direct effects on employment and indirectly through the stimulus to demand created by an appreciation of assets.

Keywords: 1. Economic crisis; 2. Financialization; 3. Capitalism