O partido marxista-leninista: contribuições teóricas e dilemas históricos

ACESSE O PDF

Concepção de partido marxista-leninista: contribuições teóricas e dilemas históricos

Resumo: O presente artigo analisa a contribuição específica de Lênin para o modelo partidário que se convencionou denominar posteriormente por partido marxista-leninista. O modelo dos partidos comunistas foi gestado no início do século XX, tendo como modelo paradigmático a III Internacional Comunista. Para a construção desse modelo, contudo, as ideias de Vladimir Lênin não foram as únicas referências.  Depois de sua morte, o modelo absorveria outras influências que definiram seu modelo partidário, particularmente a de Stálin.

Palavras-chave: 1. Partidos comunistas; 2. Teoria leninista de partido; 3. Comunismo internacional

 

Marxist-Leninist Party Conception: Theoretical Contributions and Historical Dilemmas

Abstract: This article analyzes Lenin’s specific contribution to the partisan model that was later referred to as the Marxist-Leninist party. The model of communist parties was born at the beginning of the twentieth century, having as paradigmatic model the III Communist International. For the construction of this model, however, Vladimir Lenin’s ideas were not the only references. After his death, the model would absorb other influences that defined his partisan model, particularly that of Stalin.

Keywords: 1. Communist Parties; 2. Leninist Party Theory; 3. International Communism

Contra-hegemonia e política popular no Oriente Médio: uma entrevista com John Chalcraft

ACESSE AQUI O PDF

Contra-hegemonia e política popular no Oriente Médio: uma entrevista com John Chalcraft

Resumo: Nessa entrevista, o professor da London School of Economics, John Chalcraft, comenta algumas de suas principais obras destacando a importância do conceito de contra-hegemonia em seu trabalho e como ele pode ser operacionalizado para dar conta da pluralidade de formas de resistência na transição para o capitalismo em diferentes partes do mundo e especialmente no Oriente Médio.

Palavras-chave: 1. Contra-hegemonia; 2. Política popular; 3. Oriente Médio.

 

Counter-hegemony and people’s policy in the Middle East: an interview with John Chalcraft

Abstract: In this interview, London School of Economics professor, John Chalcraft, comments some of his main works, highlighting the importance of the concept of counter-hegemony in his work and how it can be operated to deal with the plurality of the multiple forms of resistance in the capitalist transition in different parts around the world and specially in the Middle East.

Keywords: 1. Counter-hegemony; 2. Popular politics; 3. Middle East.

Novos movimentos sociais ou a fratura das lutas de classe? Uma crítica a Alain Touraine

ACESSE AQUI O PDF

Novos movimentos sociais ou a fratura das lutas de classe? Uma crítica a Alain Touraine

Resumo: O presente ensaio debate a fundamentação da teoria dos novos movimentos sociais a partir da vertente francesa da sociologia da ação de Alain Touraine. Tendo em vista os desdobramentos sociais e políticos ocorridos no final dos anos 1960, sobretudo com a emergência do Maio de 1968 na França, a elaboração teórica de Touraine se baseou no princípio da passagem da sociedade industrial para a sociedade pós-industrial, para atualizar as concepções das lutas sociais. Porém, em uma análise aprofundada dos pressupostos epistemológicos e teóricos utilizados pelo sociólogo francês, percebe-se que há um deslocamento das lutas de classe para as lutas por identidade, tomando como base o movimento estudantil. A crítica aqui apresentada procura enfatizar os limites dessa proposta, observando como ela se articula com a noção de fim da centralidade do trabalho.

Palavras-chave: 1. Sociedade pós-industrial; 2. Movimento estudantil; 3. Sociologia dos movimentos sociais.

New social movements or the fracture of class analysis? A critique to Alain Touraine

Abstract: This article debated the fundamentals of the new social movements’ theory, based on Alain Touraine’s French version of sociology of action. Given the social and political developments in the end of the 1960s, especially May 68 in France, Touraine’s theoretical framework relied on the principle of transition from an industrial society to a post-industrial society, in order to update the conceptions of social struggles. However, in a deeper analysis of the epistemological and theoretical assumptions utilized by the French sociologist, one realizes that there is a shift from class struggles to identity struggles, taking as a reference the student movement. This critique aimed to emphasize the limits of such a proposal, by observing how it is articulated with the notion of the end of the centrality of labor.

Keywords: 1. Post-industrial society; 2. Student movement; 3. Sociology of the social movements.

Os impasses do populismo no marxismo latino-americano

ACESSE AQUI O PDF

Os impasses do populismo no marxismo latino-americano

Resumo: este artigo procura discutir os principais impasses teórico-metodológicos em torno do debate sobre o “populismo” em algumas obras do marxismo latino-americano. Para tanto, discutirei o problema da relação entre as categorias de “classe” e “povo”, confrontando duas abordagens alternativas: uma que denominarei como “histórico-estrutural”, ou ainda como “teoria do populismo”, e outra, calcada na análise do discurso. Por fim, concluirei defendendo que o populismo deve ser pensado, menos como um conceito ou chave explicativa, do que como um problema que revela as dificuldades dos marxistas de lidar com as formas concretas de expressão dos subalternos na vida política do subcontinente.

Palavras-chave: 1. Marxismo; 2. Populismo; 3. América Latina.

The stalemates of populism in Latin American Marxism

Abstract: This article aimed at discussing the theoretical and methodological shortcomings around the debate on populism in some Latin American Marxist Works. For this, it was addressed the issue of the relationship between the categories of “class” and “people”, by comparing two alternative approaches: the first one that was called “historical-structural”, or else as “populism theory”, and the second one was based on discourse analysis. As a conclusion, it was stated that populism, rather than a concept or an explicative key, should be thought as an issue that reveals the difficulties Marxists face when dealing with the concrete forms of participation of the subaltern in the subcontinent’s political life.

Keywords: 1. Marxism; 2. Populism; 3. Latin America.

Marx e a América Latina? Uma crítica à tese de José Aricó

ACESSE AQUI O PDF

Marx e a América Latina? Uma crítica à tese de José Aricó

Resumo: Este artigo engaja-se em uma polêmica acerca dos escritos de Marx sobre o mercado mundial. Mais especificamente, fazemos frente às teses de Aricó a respeito do lugar que a América Latina ocupa nas reflexões marxianas. Para Aricó, o volume relativamente pequeno de textos de Marx sobre a América Latina revelaria posições teóricas do autor alemão. Sua concepção de mundo seria incapaz de conceber a forma necessariamente desigual do desenvolvimento do capitalismo em diferentes contextos sócio-históricos, assim como a necessária desigualdade no desenvolvimento dos complexos que o conformam. Assim, apresentamos criticamente as hipóteses aventadas por Aricó para a sua pergunta e esboçamos uma resposta alternativa para um ponto central de sua crítica: a relação entre as relações econômicas capitalistas e o Estado.

Palavras chave: 1. José Aricó; 2. Karl Marx; 3. América Latina.

Marx and Latin America? A critique to José Aricó’s thesis

Abstract: This paper engaged in a debate about Marx’s writings on the world market. More specifically, we stand against Aricó’s thesis on the role of Latin America in Marx’s reflections. According to Aricó, the relatively small volume of Marx’s texts about Latin America reveals his theoretical positions. His understanding of the world would not be able to conceive the necessary unevenness of historical development in different socio-historical contexts, as much as the necessary unevenness in the development of its constituting complexes. Thus, we critically present Aricó’s hypotheses to answer to his question and develop an alternative answer for a central argument of his critique: the relation between capitalist economic relations and the State.

Keywords: 1. Karl Marx; 2. José Aricó; 3 . Latin America.

Se Marx tivesse escrito uma ontologia da sociedade, quais seriam seus elementos fundamentais?

ACESSE AQUI O PDF

Se Marx tivesse escrito uma ontologia da sociedade, quais seriam seus elementos fundamentais?

Resumo: Embora inspirados por motivações muito diferentes, György Lukács (na sua Ontologia do Ser Social) e Roy Bhaskar (em The Possibility of Naturalism) explicitaram os contornos mais relevantes da ontologia subjacente à teoria social de Marx. O artigo propõe-se a apresentar alguns dos elementos definidores de tal ontologia, destacando particularmente as seguintes determinações: a teleologia, que distingue a atividade humana; o conhecimento e o valor como determinações objetivas da sociedade; o caráter estruturado do mundo social; a categoria da totalidade; e a historicidade, caracterizada a partir da noção de lei como tendência, da categoria do desenvolvimento e do desenvolvimento desigual.

Palavras-chave: 1. György Lukács; 2. Marxismo; 3. Ontologia

 

Had Marx written an ontology of society, which would be their fundamental elements?

Abstract: Although inspired by very different motivations, Geörgy Lukács (in his Ontology of Social Being) and Roy Bhaskar (mainly in The Possibility of Naturalism) attempted to unveil the key elements of the ontology underlying in Marx’s social theory. This article aims to present some of the defining elements of such an ontology, highlighting the following determinations: teleology, which is unique to human activity; knowledge and value taken as objective determinations of society; the structured character of the social world; the categories of totality; and historicity, characterized by the notions of law (understood as a tendency), development and unequal development.

Keywords: 1. György Lukács; 2. Marxismo; 3. Ontology

Bonapartismo: o fenômeno e o conceito

ACESSE O ARTIGO EM PDF

Bonapartismo: o fenômeno e o conceito

Resumo: O objetivo principal deste artigo é apresentar uma síntese conceitual do fenômeno do de bonapartismo. Resultado de uma pesquisa acerca das principais apreensões teóricas já feitas sobre o fenômeno, essa síntese é, também, uma proposta nossa de interpretação do fenômeno bonapartista. Neste artigo consta também uma discussão acerca da relação do bonapartismo com os distintos níveis das estruturas políticas (Estado, regime e governo), como também as conexões entre sua emergência e a situação histórico-social conhecida como “crise de hegemonia”. Por fim, o artigo traz um breve debate em torno das elaborações sobre o bonapartismo produzidas por dois marxistas acadêmicos contemporâneos: Nicos Poulantzas e Domenico Losurdo.

Palavras-chave: 1. Bonapartismo; 2. Autonomia relativa do Estado; 3. Crise de hegemonia

 

Bonapartism: the phenomena and the concept

Abstract: The aim of this paper is to present a conceptual synthesis of the Bonapartist phenomenon. This synthesis is a result of a survey on the main theoretical analyzes ever made about the phenomenon, and is also a proposal for our interpretation of the Bonapartist phenomenon. This article also debates the relationship of Bonapartism with the different levels of political structures (state, regime and government), as well as the connections between their appearance and the historical-social situation known as “crisis of hegemony”. Finally, the article provides a brief discussion about the conceptions on Bonapartism produced by two contemporary Marxist scholars: Nicos Poulantzas and Domenico Losurdo.

Keywords: 1. Bonapartism; 2. Relative autonomy of the State; 3. Crisis of hegemony

 

A Primeira Guerra Mundial e as teorias marxistas da revolução

ACESSE AQUI O PDF

Resumo: O artigo examina o pensamento político e estratégico de duas figuras marxistas chave do período entreguerras, Leon Trotsky e Antonio Gramsci. Para tal, explora como estes dois pensadores formularam novos desdobramentos teóricos no marxismo durante o período entreguerras, com suas respectivas teorias de revolução permanente e revolução passiva. Além disso, lança questões para entender como essas teorias foram recepcionadas no pensamento marxista ao longo do século XX e sua atualidade.

Palavras-chave: 1. Antonio Gramsci; 2. Leon Trotsky; 3. Revolução

 

The First World War and Marxist Theories of Revolution

Abstract: The article examines the political and strategic thinking in two key Marxist figures of the interwar period, Leon Trotsky and Antonio Gramsci. For explores how these two intellectuals have formulated their theories of permanent revolution and passive revolution. Finally, proposes questions to understand how these theories were interpreted in the Marxist tradition throughout the twentieth century and their actual relevance.

Keywords: 1. Antonio Gramsci; 2. Leon Trotsky, 3. Revolution

José Carlos Mariátegui e Rosa Luxemburgo

ACESSE O ARTIGO EM PDF

José Carlos Mariátegui e Rosa Luxemburgo
Resumo: Embora José Carlos Mariátegui mencione em poucos momentos o nome de Rosa Luxemburgo, é possível flagrar um vivo interesse do pensador peruano a respeito da obra e vida da marxista. O objetivo principal deste artigo é apresentar e analisar, de maneira necessariamente exploratória, em quais momentos se faz presente a apropriação de Rosa e sua importância no pensamento de Mariátegui. Podemos vislumbrar esse percurso em dois momentos: 1) na análise política que leva a cabo sobre a Revolução Alemã e o lugar que a judia polonesa ocupa nessa explicação; e 2) na comparação ético-política entre a mística dos revolucionários e de religiosos cristãos do passado, como Teresa D’Ávila. Somado a isso, ambos demarcam uma análise similar sobre vários aspectos da socialdemocracia e do marxismo positivista da Segunda Internacional, caracterizados por uma concepção fechada, rígida, mecânica do marxismo, o que é motivo de rechaço por ambos os pensadores, signatários de um marxismo “aberto”.
Palavras-chave: 1. José Carlos Mariátegui. 2. Rosa Luxemburgo. 3. Revolução Alemã. 4. Marxismo aberto.

José Carlos Mariátegui and Rosa Luxemburgo
Abstract: Although José Carlos Mariátegui mentions Rosa Luxemburg in few moments of his own work it is possible to discover a vivid interest of the Peruvian thinker regarding both her life and work. The major aim of this article is to present and analyze, in a necessarily exploratory way, in which moments occurs his appropriation of Rosa’s thought and its specific importance in Mariátegui’s thought. It is possible to discern this course in two moments: 1) in the analysis he made concerning the German Revolution and the place occupied by that Polish Jew in this explanation and 2) in the ethical-political comparison between the mystique of the revolutionaries and that of the ancient Christians religious people, such as Teresa D’Ávila. Besides, both have a similar analysis about several aspects of social-democracy and the positivist Marxism of the Second International, characterized by an enclosed, rigid and mechanical concept of Marxism, which is the reason for rejection by the two thinkers, who are signatories of an “open” Marxism.
Keywords: 1. José Carlos Mariátegui. 2. Rosa Luxemburg. 3. German Revolution. 4. Open Marxism.

Engels e a teoria do bonapartismo

Felipe Demier

ACESSE O ARTIGO EM PDF

Resumo: O presente artigo tem por objetivo apresentar e discutir as contribuições de Engels para o que chamamos de uma “teoria do bonapartismo ”. Nesse sentido, o texto aborda as mais importantes elaborações do teórico alemão sobre o fenômeno bonapartista, com destaque para suas análises acerca do regime bismarckista, no qual um novo e centralizado aparelho estatal, gozando de autonomia face às classes sociais, dirigiu um acelerado processo de industrialização.

Palavras – chave: 1. Bonapartismo; 2. Friedrich Engels ; 3. Otto von Bismarck

Engels and the theory of Bonapartism

Abstract: This article aims to present and discuss the contributions of E ngels to what we call a “theory of Bonapartism”. In this sense, the text addresses the German theoretician’s most important elaborations on the Bonapartist phenomenon, highlighting his analyses about Bismarck’s regime, in which a new and centralized state apparatus, enjoying autonomy in relation to the social classes, has led an accelerated industrialization process.

Keywords: 1. Bonapartism; 2. Friedrich Engels; 3. Otto von Bismarck

Duas teses sobre Marx e o desenvolvimento: Elementos para uma análise marxiana do desenvolvimento

Patrick Galba de Paula

ACESSE O ARTIGO EM PDF

Resumo: Este artigo busca analisar a noção de desenvolvimento presente na obra de Karl Marx partindo de duas das interpretações mais difundidas de sua abordagem do assunto. A primeira é a interpretação que atribui a Marx uma concepção histórico – filosófica do desenvolvimento e de caráter teleológico, em que as distintas formações sociais percorreriam os mesmos estágios, de forma linear e na qual a principal tendência do capitalismo seria o nivelamento dos patamares de desenvolvimento em todo o mundo. A segunda interpretação é a que aponta uma mudança radical do autor e m um momento maduro de sua evolução. Após a comparação de ambas as interpretações com algumas análises de situações concretas, com as teorias da história e da alienação, com os fundamentos da teoria do valor e com o método da crítica à economia política construídos pelo autor, apontam – se as limitações de ambas as interpretações.

Palavras – chave: 1. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. 2. Teoria social marxista. 3. Teoria do valor.

 

Two thesis on Marx and the concept of development

Abstract: This article aims to analyze the concept of development in the work of Karl Marx focusing on two of the most widespread interpretations of his approaches to the subject. The first is the interpretation that attributes to Marx a historical – philosophical concept of devel opment with a teleological character. According to this interpretation, different social formations would evolve linearly trough the same stages and the trend of capitalism would be the leveling of development worldwide. The second interpretation is the on e that points out to a radical change of mind of the author in a mature point in his evolution. After comparing both interpretations with concrete analyses, as well as with the theories of history and alienation, the foundations of the theory of value and the method of the critique of political economy constructed by the author, limitations of both interpretations are pointed out.

Keywords: 1. Development and underdevelopment. 2. Marxist social theory. 3. Labor theory of value.

 

Elogio da política profana como arte estratégica

ACESSE AQUI O PDF

Resumo: Em meio à crise que marca o início do século XXI, como crise do sistema político parlamentar e partidário, a política emerge como “arte de fundar ou mudar o mundo”. Esta não se identifica com o discurso pós moderno dofluxo midiático, tampouco com o pessimismo dos filósofos que profetizama “dominação global” e inevitável do capitalismo. A política, ao contrário, é sempre interminável, conspira com a história. Ela é profana e, portanto, inconciliável com a ordem.

Palavras-chave: 1. Política; 2. Estratégia; 3. Crise da política

 

Eulogy of profane politics as strategic art

Abstract: Amid the crisis that marks the beginning of the twentieth first century, a crisis of the parliamentary and partisan political systems, politics emerges as “the art of founding or changing the world”. It is not identified with postmodern discourse and neither with the philosophical pessimism that professes the “global domination” of capitalisnt Politics, by contrast, is always endless, conspires with history. It is profane, and therefore irreconcilable with the order.

Key-words: 1. Politics; 2. Strategy; 3. Crisis of politics.

Marx, as crises e a revolução

ACESSE AQUI O PDF

Resumo: No balanço da Revolução de 1848, Marx afirmou que a crise comercial de 1847 foi a sua “parteira apontando na volta da prosperidade econômica a razão para o desfecho daquela vaga revolucionária. Em seguida vaticinou que tão logo estalasse uma nova crise, outra revolução seria desencadeada no continente europeu. Todavia uma nova crise sô voltou a acontecer em 1857-1858, e nenhuma revolução se fez presente. O propósito deste artigo é discutir como Marx abordou a relação entre crises econômicas e a luta de classes,desde seus comentários sobre a revolução de 1848 até o desenvolvimento de sua crítica da economia política nos anos 1850. Defende-se a ideia de que da redação dos Grundrisse até o Prefácio de 1859 Marx apura sua visão sobre a historicidade do capitalismo e define a necessidade de uma época histórica de revolução social para dar cabo desta forma de sociabilidade. Assim, em seus comentários posteriores sobre o fenômeno das crises, notadamente na seção terceira do livro III de O Capital, tal perspectiva comparece de forma explícita.

Palavras-chave: Crises capitalistas; Revolução; Karl Marx

 

Marx, the crises and the revolution

Abstract: In the balance of the Revolution of 1848, Marx said that the commercial crisis of 1847 was her “midwife” pointing in the hack of economic prosperity the reason for the outcome of that revolutionary wave. Then predicted that once popped a new crisis, another revolution would be unleashed on the European continent. But a new crisis just happened again in 1857-1858, and no revolution has been made. The purpose of this paper is to discuss how Marx addressed the relationship between economic crises and class struggle, from his comments about the 1848 revolution, until the development of his critique of political economy in the 1850s. It supports the idea that from the writing of the Grundrisse to the 1859 Preface, Marx clears bis views on the historicity of capitalism and defines the need of a historical period of social revolution to give out this form of sociability. Thus, in bis later comments on the phenomenon of crises, notably in the third section of book III of Das Kapital, that prospect appears explicitly.

Keywords: Capitalists crises; Revolution; Karl Marx

Elite e classe dominante: notas sobre o marxismo inspirado na teoria das elites

ACESSE AQUI O PDF

Resumo: O  objetivo  deste  artigo  é  discutir  o  significado  e  os  limites  da  apropriação  da noção de elite por certas análises vinculadas à tradição teórica marxista, em especial sua variante anglo-saxônica representada pelos trabalhos de Tom Bottomore e Ralph Miliband. Entendemos que esta apropriação conceitual corrobora a tese elitista da separação dos poderes econômico e político, do enfoque subjetivista do poder e da concepção economicista das classes sociais. Polemizando com o marxismo com inspiração na teoria das elites, sustentamos que há uma correlação  entre  poder  político  e  econômico  que  só  se  separam  em  situações excepcionais, cuja tendência é o restabelecimento da cumulatividade de poderes num momento posterior. Além disso, indicamos que a noção de elite não é adequada para a compreensão das relações de poder entendidas como relações de classe.

Palavras-chave: 1. elite; 2. classe dominante; 3. marxismo.

 

Elite and ruling class: notes on elite theory inspired Marxim

Abstract: The purpose of this article is to discuss the meaning and the limits of the appropriation of the notion of “elite” by some analysis linked to the Marxist theoretical tradition, especially its Anglo-Saxon variant represented by Tom Bottomore and Ralph  Miliband’s  writings.  This  conceptual  appropriation  confirms  the  elitist thesis of separation of the economic and political powers, of the subjective approach of power and of the economicist conception of social classes. Debating against the elite theory inspired Marxism, we sustain that there is a correlation between economic and political powers. These powers are split only in exceptional  circumstances  and,  even  so,  these  circumstances  tend  to  subsequently restore  the  bond  between  those  two  kinds  of  power.  Besides,  we  indicate  that the notion of “elite” is not adequate to understand the relationships of power, conceived here, in a restrict way, as class relationships.

Keywords: 1. elite;  2. ruling class; 3. Marxism.